ESG ou GSE: Qual a ordem correta das siglas ?

esg foto reprodução
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O conceito de ESG (Environmental, Social, and Governance) tem ganhado destaque global nos últimos anos, tornando-se um pilar fundamental para a gestão responsável de empresas e setores econômicos.

Porém a ordem das letras e significados, consequentemente prioridades, podem estar erradas. Explico abaixo:

Por que GSE?

Governance, Social e Environmental, que outrora era simplesmente: Tripe Econômico Social e Ambiental, ganhou uma releitura após a pandemia da COVID-19.

Vamos lá:

Muitos pensadores defendem que sem um ambiente econômico saudável, positivo, no azul, não haverá recursos financeiros para investir no social e ambiental. E de fato, não está errado.

Seguindo a logica dos mais antigos: Sem dinheiro, Sem Negócio, ou para os mais modernos: No Money, No Busisness, ou seja, empresas não lucrativas, não poderão investir mais no social e no ambiental.

Não precisamos passar pela PANDEMIA, para ter certeza disso, não precisávamos desta na releitura e renomeação de siglas.

Então o que fazer: Equilíbrio, creio que faltou essa palavra. Muitas empresas estão deixando de investir ou nunca investiram em praticas de EGS, porque não tem caixa livre o suficiente para isso.

Todas as empresas e empresários sabem da importância de manter o social e ambiental fortes, mas sem caixa, não conseguem fazer isso acontecer.

Precisamos cobrar ações do Tripe ou da Sigla ESG / GSE sim, mas não podemos aprisionar as empresas nesse alvo. Lembramos que essas empresas ao abertas já geram empregos (social). E hoje em dia, por conta de uma escassez de recurso cadê vez mais próxima, já se preocupam muito com o meio ambiente. Todas as empresas que podem e tem caixa, já migram para energias renováveis, por conta do impacto ambiental, mas principalmente do impacto no caixa.

Ou seja, e é claro, precisamos que as práticas sejam exercidas por pequenas empresas com pouco ou nenhum caixa livre, As grande já estão resolvendo isso.

Como vamos ajudar as pequenas empresas, que no Brasil, são a maioria? Somente políticas publicas e investimento pesado do governo mudara essa chave.

Renúncia fiscal em prol da renovação energética e em prol de coleta, reciclagem e reutilização do lixo, transformando em energia e adubo já seria uma grande política publica. Fica a dica e siga-me para mais: @wandersonborges.

Por Wanderson Borges, hoteleiro e especialista em Finanças para o Turismo


 

 

Wanderson Borges é contador com mais de 20 anos de experiência em controladoria, contabilidade e finanças, atuando em empresas de diversos portes e segmentos. É especialista em gestão empresarial, financeira e controladoria com MBA pela FGV/RJ, e tem sólida atuação em liderança de equipes. Professor universitário e cofundador do Movimento Preserve Pipa, (sustentabilidade econômica, social e ambiental) dedica-se também ao turismo sustentável, responsável e regenerativo. Larga experiência em compliance, M&A, TI e normas internacionais como IFRS e SOX e Governança Corporativa.

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