Auditoria aponta falhas na engorda de Ponta Negra e levanta questionamentos sobre obra em Natal

ngorda de ponta negra
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Relatório indica problemas técnicos e perda de parte da faixa de areia após intervenção na orla

Uma auditoria do Tribunal de Contas da União trouxe novos questionamentos sobre a obra de engorda da praia de Ponta Negra, um dos principais cartões-postais do Rio Grande do Norte.

O relatório aponta falhas no planejamento e na execução do projeto, incluindo critérios técnicos que podem ter limitado a concorrência durante o processo de contratação.

Exigências técnicas e execução são questionadas

Entre os pontos levantados pela auditoria está a exigência de um equipamento de dragagem com capacidade superior à necessária, o que pode ter restringido a participação de empresas na obra.

Outro problema citado é a perda de parte da areia depositada, especialmente em trechos próximos ao Morro do Careca, em menos de um ano após a conclusão de etapas da intervenção.

Falta de drenagem agrava situação na praia

Além das questões técnicas, a auditoria também destaca impactos relacionados à drenagem.

Moradores e frequentadores relatam que, em dias de chuva, a água escorre pela faixa de areia formando lama e até pequenos cursos d’água, o que levanta dúvidas sobre a ausência ou insuficiência de sistemas de escoamento antes da execução da engorda.

Especialistas já vinham alertando para a necessidade de obras complementares de drenagem para garantir a durabilidade da intervenção.

Debate sobre a obra já vinha sendo levantado

As críticas sobre a forma como a obra foi conduzida não são recentes.

Questionamentos feitos por pesquisadores, moradores e representantes da sociedade civil já vinham sendo apresentados desde o início do projeto, especialmente sobre impactos ambientais e eficiência da intervenção.

Responsáveis são cobrados por esclarecimentos

A obra foi executada durante a gestão do então prefeito Álvaro Dias, com participação do governo federal à época, quando Rogério Marinho estava à frente da pasta responsável.

Com os apontamentos da auditoria, cresce a pressão por esclarecimentos sobre decisões técnicas, custos e resultados da obra.

Impacto vai além de Natal

A situação em Ponta Negra acende um alerta para outras regiões do litoral potiguar, como Tibau do Sul e a Praia da Pipa, onde intervenções costeiras também exigem planejamento técnico rigoroso.

Especialistas destacam que obras desse tipo precisam considerar fatores como correntes marítimas, drenagem urbana e preservação ambiental para evitar prejuízos futuros.

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