Data lembrada em 10 de agosto recorda o confronto de 1877, quando pescadores defenderam a comunidade diante de uma tentativa de expulsão dos moradores
Baía Formosa celebra em 10 de agosto uma das páginas mais marcantes de sua história: o Dia de Francisco Magalhães, data dedicada à memória da resistência dos pescadores que ajudaram a defender a comunidade no século XIX.
A história remonta a 1877, quando um grupo armado liderado pelo latifundiário João de Albuquerque Maranhão Cunhaú, proprietário do Engenho Estrela, teria avançado sobre a vila de pescadores com o objetivo de retirar os moradores e tomar posse da área da enseada.
Diante da ameaça, o pescador Francisco Magalhães reuniu outros 14 companheiros para defender a comunidade. Armados principalmente com facas e cacetes, os moradores enfrentaram o grupo que chegou à vila.

Confronto terminou com seis mortes
O episódio resultou em um confronto violento, com seis pessoas mortas. Após a batalha, o episódio teve desdobramentos judiciais, incluindo a autuação e o processo contra o apontado mandante da investida.
A resistência liderada por Francisco Magalhães acabou incorporada à memória coletiva de Baía Formosa como um símbolo da defesa do território e da comunidade formada originalmente por pescadores.
10 de agosto é data magna do município
A importância do episódio ultrapassou gerações e fez com que 10 de agosto fosse instituído como feriado municipal e data magna de Baía Formosa, dedicada à memória de Francisco Magalhães e da resistência formosense.
Mais do que recordar um confronto ocorrido há quase 150 anos, a data representa parte da identidade histórica do município e da trajetória de uma comunidade cuja formação está diretamente ligada à pesca e à ocupação do litoral.
A história de Francisco Magalhães permanece, assim, associada ao espírito de resistência e pertencimento que marcou a formação de Baía Formosa, uma das cidades mais tradicionais do litoral Sul do Rio Grande do Norte.
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