O presidente do TJRN, Ibanez Monteiro, registrou em janeiro de 2026 a maior remuneração entre todos os magistrados dos tribunais estaduais do país, segundo dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
De acordo com o painel de remunerações do CNJ, o contracheque bruto do desembargador alcançou R$ 384.954,59 no primeiro mês do ano, com valor líquido de R$ 354.558,65 após descontos. Esse montante é aproximadamente oito vezes superior ao teto constitucional do funcionalismo público brasileiro (R$ 46,3 mil), que corresponde à remuneração de ministros do **Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo a divulgação, do total recebido por Monteiro, R$ 41.845,49 correspondem ao subsídio mensal, enquanto o restante foi composto por verbas classificadas como “direitos pessoais”, “indenizações” e “direitos eventuais” — valores adicionais relacionados a férias não gozadas e plantões cumpridos durante o recesso judicial.
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte informou que o salário do presidente está dentro do teto constitucional e que os acréscimos verificados em janeiro referem-se a verbas eventuais, incluindo sessenta dias de férias acumuladas e plantões administrativos.
O levantamento do CNJ também mostra que outro magistrado potiguar figura entre os maiores rendimentos do país: o desembargador Amílcar Maia ficou em sexto lugar no ranking nacional, com rendimentos de R$ 292 mil no mesmo mês.
Os números refletem a composição de contracheques no Judiciário que, além do subsídio fixo, incluem valores eventuais e indenizatórios que podem elevar significativamente os rendimentos mensais de juízes e desembargadores em relação ao teto estabelecido pela Constituição.
O caso chama atenção diante de discussões mais amplas sobre a remuneração de magistrados no Brasil e a conformidade com limites legais, em um contexto de debate público sobre teto salarial no funcionalismo e o uso de verbas eventuais nos pagamentos dos tribunais.
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