A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) investiga cinco surtos de ciguatera registrados no mês de janeiro em diferentes municípios do estado. A doença é uma intoxicação alimentar causada pela ingestão de peixes contaminados por toxinas produzidas por microalgas presentes em recifes de corais tropicais e subtropicais.
Diante dos casos em apuração, a Sesap recomendou que a população evite o consumo do peixe arabaiana, apontado como possível veículo de contaminação nos episódios investigados.
Nesta semana, a Secretaria de Saúde de Goianinha também emitiu alerta por meio das redes sociais após o registro de casos suspeitos no município.

Sintomas e riscos
A ciguatera pode provocar sintomas gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia, além de manifestações neurológicas, incluindo formigamento, dores musculares e alterações na sensibilidade térmica. Não há tratamento específico para a intoxicação — o atendimento é voltado para o alívio dos sintomas.
Especialistas alertam que os peixes contaminados podem apresentar aparência, odor e sabor normais. A toxina responsável pela doença não é eliminada pelo cozimento, fritura, congelamento ou qualquer outro método de preparo, o que aumenta o risco de ingestão acidental.
Orientações à população
As autoridades de saúde recomendam:
- Evitar o consumo de peixes de origem desconhecida;
- Redobrar a atenção com espécies de grande porte e predadoras;
- Procurar imediatamente uma unidade de saúde ao apresentar sintomas após ingestão de pescado.
A Sesap segue monitorando os casos para identificar a origem dos peixes contaminados e reforça que qualquer suspeita deve ser comunicada às autoridades sanitárias locais.
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