Do bloco ao banco: FICO alerta para a escalada de fraudesfinanceiras no Carnaval

Celulares furtados em São Paulo Foto Polícia Civil Divulgação
Celulares furtados em São Paulo Foto Polícia Civil Divulgação

Líder global em software analítico orienta foliões sobre segurança híbrida para
evitar que o furto do celular resulte em sequestro de contas e golpes com maquininhas

O Carnaval é tradicionalmente um dos períodos de maior movimentação financeira do país, mas nos últimos anos o risco para o folião mudou de patamar. Se antes a principal preocupação era o dinheiro físico, hoje o perigo é digital e híbrido. Com o uso intenso de meios de pagamento eletrônicos, a combinação de aglomerações, consumo de álcool e o uso constante do celular para fotos transforma a festa em um ambiente especialmente favorável para golpes digitais.

Os criminosos estão trocando a força bruta pela “engenharia social de rua”, aproveitando a distração, as aglomerações, o senso de urgência e a euforia da festa para esvaziar contas bancárias e carteiras de investimento. Muitas vezes, bastam apenas alguns minutos de desatenção do folião para que o golpe seja concretizado. O foco migrou do simples furto de aparelhos para a invasão de ecossistemas financeiros completos que hoje residem dentro dos smartphones.

“Hoje o celular é ao mesmo tempo carteira e cofre. Um aparelho furtado desbloqueado ou com notificações visíveis permite que golpistas acessem contas e investimentos em minutos. O Carnaval é o cenário ideal para o que especialistas chamam de “fraude de oportunidade”. Golpes com maquininhas adulteradas e phishing de última hora crescem justamente enquanto o celular ainda está no bolso do usuário”, alerta Fabrício Ikeda, Diretor de Parcerias da FICO.

Para curtir a folia sem sustos, a FICO elaborou 10 recomendações essenciais para proteger seu celular, suas contas e seu dinheiro, combinando segurança digital e cuidados físicos.

10 dicas da FICO para um Carnaval sem prejuízos financeiros

  1. Atenção ao “visor cego”: ao efetuar pagamentos para vendedores ambulantes, nunca aproxime seu cartão ou celular se o visor da maquininha estiver danificado, coberto ou desligado. Exija ver o valor antes de confirmar.
  2. O golpe do reencontro: se for furtado, desconfie de qualquer SMS posterior informando que seu celular foi “localizado pelo iCloud ou Google”. É um phishing para roubar suas credenciais de acesso e desbloquear o aparelho remotamente.
  3. Invisibilidade de notificações: desative a pré-visualização de mensagens (SMS e e-mail) na tela bloqueada. Isso impede que fraudadores vejam códigos de recuperação de senha sem precisar desbloquear o celular.
  4. A “lei dos 15 minutos”: o tempo de reação é decisivo. Tenha anotado em local físico o IMEI do aparelho e o contato de emergência do seu banco e corretora para bloqueio imediato em caso de perda ou roubo.
  5. Cuidado com QR codes de “última hora”: evite comprar ingressos ou abadás escaneando QR Codes em redes sociais ou cartazes de rua. Eles podem direcionar para páginas falsas que clonam dados do cartão.
  6. Barreiras biométricas: certifique -se de que o acesso a aplicativos financeiros e de e-mail de recuperação exija biometria facial ou digital, nunca apenas a senha do aparelho. E nunca use a mesma senha da tela para os apps.
  7. Não entregue o cartão: em pagamentos físicos, nunca deixe o vendedor inserir o cartão por você. Ele pode observar sua senha ou trocar o cartão por um idêntico de outra pessoa.
  8. Modo rua e limites pix: reduza seus limites diários de transferência durante os dias de festa. Use funcionalidades de “zona segura” que bloqueiam apps de banco fora da rede wi-fi de sua casa.
  9. Blindagem de investimentos: se você possui investimentos em corretoras, considere ocultar ou desinstalar temporariamente esses aplicativos durante os dias de bloco ou utilizar pastas protegidas e ocultas disponíveis em alguns sistemas operacionais.
  10. Aproveite a inteligência artificial: dê preferência a instituições que utilizam biometria comportamental e análise em tempo real. A tecnologia atua em milissegundos e detecta se um gasto foge do seu perfil habitual, bloqueando a fraude antes mesmo que você perceba.

A tecnologia como escudo invisível
A prevenção à fraude evoluiu para ecossistemas inteligentes. Enquanto o folião aproveita a festa, plataformas baseadas em IA processam bilhões de transações globais, correlacionando dados instantaneamente para proteger o ecossistema. “A IA não olha apenas para o valor da compra, mas para o contexto: o terminal de pagamento, o histórico do vendedor e o comportamento de consumo. Essa análise silenciosa é o que impede que o golpe da maquininha ou o Pix por impulso se concretizem”, conclui Ikeda.

O sucesso de um Carnaval seguro depende da combinação da atenção constante do cidadão e do uso de tecnologia de ponta pelas instituições. Ao adotar essas medidas, o folião retoma o protagonismo da sua segurança digital e evita que a festa termine em prejuízo financeiro.

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