A recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que confirmou a legalidade da vaquejada no Brasil, reacendeu o debate sobre a valorização dessa tradição em diversas regiões do Nordeste, incluindo o litoral sul do Rio Grande do Norte.
O entendimento da Corte reafirma a validade da Emenda Constitucional 96 de 2017, que reconhece práticas esportivas com animais como manifestações culturais, desde que sejam respeitadas as normas de proteção e bem-estar animal.
Com a decisão, cresce a expectativa de fortalecimento do calendário de eventos ligados à vaquejada em municípios da região, como Tibau do Sul, Goianinha, Canguaretama e Vila Flor, que possuem forte ligação histórica e cultural com o universo do vaqueiro nordestino.
Tradição cultural e potencial turístico
A vaquejada nasceu no sertão nordestino durante o período colonial, quando vaqueiros precisavam capturar bois soltos no mato. Com o tempo, a atividade evoluiu para uma competição esportiva organizada, com arenas, regras e premiações que atraem competidores de diferentes estados.
Além do valor cultural, o evento também movimenta a economia regional. Estimativas do setor apontam que as atividades relacionadas à vaquejada movimentam mais de R$ 800 milhões por ano no Brasil, envolvendo criadores de cavalos, competidores, organizadores de eventos e o comércio local.
Região poderia sediar grande evento conjunto
Diante do crescimento do turismo e da infraestrutura na região, especialmente com a projeção internacional da Praia da Pipa, lideranças locais e entusiastas da cultura nordestina defendem que chegou o momento de os municípios do litoral sul potiguar se unirem para realizar uma grande vaquejada regional.
A proposta seria criar um evento integrado, capaz de valorizar a tradição dos vaqueiros, fortalecer o turismo e movimentar a economia local, reunindo público de diferentes cidades e estados.
Experiências em outras regiões do Nordeste mostram que grandes vaquejadas costumam atrair milhares de visitantes, gerando impacto positivo em setores como hotelaria, gastronomia, transporte e comércio.
Com a legalidade da prática reafirmada pelo STF, o momento é visto por muitos como uma oportunidade para resgatar e fortalecer uma das expressões culturais mais tradicionais do Nordeste, agora com potencial também de se tornar um grande evento regional no litoral sul do Rio Grande do Norte.
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